A identidade do professor na educação infantil

Examinar o trabalho de professoras da educação infantil numa creche de Belo Horizonte, que atende crianças de 0 a 6 anos de idade. Esse foi o objetivo de uma dissertação de mestrado, que investigou, por exemplo, “as razões que levaram aquelas mulheres não apenas a ingressar nessa atividade, mas também a permanecer nela, não obstante as precárias condições de trabalho e de remuneração”.

A pesquisa constatou que a maioria dos profissionais da creche comunitária Assistência Social Kennedy, localizada no bairro de Pindorama, região Noroeste de Belo Horizonte, não possuía habilitação em magistério ou pelo menos a escolaridade fundamental. “O debate acerca da educação infantil reconhece que se trata de uma área recente no campo da educação e que as indefinições extrapolam o âmbito do atendimento em creches comunitárias”, explica a autora da dissertação, Isabel de Oliveira e Silva, que defendeu seu mestrado na UFMG.

O estudo acompanhou as educadores infantis que freqüentaram um curso supletivo de ensino fundamental, com qualificação profissional para o trabalho em creches, numa Escola da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte. Verificou-se, nesse sentido, uma “atividade profissional capaz de absorver mulheres com baixo nível de escolaridade em seu próprio bairro, favorecendo, inclusive, sua conciliação com as dimensões de mãe e de dona-de-casa”. Segundo a pesquisadora, “o fato de as turmas serem formadas exclusivamente por trabalhadoras de creches conferia ao grupo uma identidade prévia e possivelmente se constituía em motivação”.

Recentemente, a essa dissertação foi editada num livro, cujo título ficou Profissionais da educação infantil: formação e construção de identidades. Lançado pela Cortez, a obra foi estruturada em três capítulos. No primeiro, o processo de construção de identidades é refletido, enfatizando a imbricação entre a identidade institucional e a profissional. No segundo capítulo, o foco é o cotidiano da creche, salientando a natureza das relações estabelecidas, além dos significados de ser educadora infantil. No último capítulo, reflete-se sobre a formação continuada das educadoras

“Identidade profissional e escolarização de educadores de creche comunitária: histórias de vida e produção de sentidos”, dissertação de mestrado de Isabel de Oliveira e Silva. Orientação da profa. dra. Maria Amélia G. C. Giovanetti. Defesa na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais.

COMO CITAR ESTE CONTEÚDO:
SANTOS, T. H. A identidade do professor na educação infantil. EducaBrasil. São Paulo: Midiamix Editora, 2001. Disponível em <https://educabrasil.com.br/a-identidade-do-professor-na-educacao-infantil/>. Acesso em 29 fev. 2024.

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